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Matéria 14

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Afinal, como é feita a auditoria da urna eletrônica para as eleições 2020?

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Para garantir a segurança do processo eleitoral, as urnas eletrônicas passam por diversos testes, que são realizados antes das eleições e também no próprio dia do pleito. Um desses procedimentos é a auditoria da urna na seção eleitoral, que acontece horas antes do início da votação. Ele consiste na verificação da integridade e autenticidade dos sistemas utilizados. Neste ano será a segunda vez em que essa modalidade de auditoria, prevista na resolução TSE 23.603/19 será realizada.

 

Na véspera do pleito, tanto no primeiro quanto no segundo turno, são sorteadas dez seções eleitorais com urnas já preparadas para a eleição. Após o sorteio, o presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica comunica ao juiz da zona eleitoral correspondente, que será o responsável pela condução dos trabalhos da auditoria. Partidos políticos, representantes da OAB e do Ministério Público são convocados para, no dia da eleição, acompanhem a auditoria da urna eletrônica na seção sorteada, que é realizada minutos antes do início da votação.

 

Antes mesmo da emissão da zerésima, que é o relatório que traz a identificação da urna e comprova que nela estão registrados todos os candidatos sem haver votos computados para nenhum deles, o juiz determina que sejam realizados os seguintes procedimentos: exame do comprovante de carga, para verificar que se trata da urna da seção eleitoral sorteada, rompimento do lacre do compartimento da mídia de resultado, e retirada do cartão de memória nela inserido. A mídia de resultado é um cartão de memória onde é armazenado o resultado da votação.

 

Por fim, verificam-se as assinaturas e os resumos digitais pelo programa do TSE. Concluída a verificação da assinatura, é impresso o relatório para verificação da integridade dos sistemas. As mídias de acionamento dos sistemas de verificação são então retiradas e a mídia de resultado é inserida no compartimento, que será novamente lacrado, para que a seção eleitoral possa dar início à votação normalmente.

Informações: Seção de Jornalismo do TRE-RJ


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Rússia inicia transferência tecnológica para produzir vacina no Brasil

Processo deve ser acelerado devido à pandemia

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Reuters/Anton Vagavov

Acordo entre o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e a farmacêutica União Química pode permitir que a empresa produza no Brasil, ainda este ano, a vacina contra covid-19 desenvolvida na Rússia. Em entrevista coletiva de imprensa, o diretor executivo do fundo russo, Kirill Dmitriev, destacou que o processo de transferência de tecnologia já começou e, apesar de costumar durar até seis meses, deve ser acelerado devido à pandemia.

A produção da vacina russa também deve ocorrer na Coréia do Sul, na China e na Índia, país em que os lotes também devem começar a ficar prontos neste ano. Sobre a América Latina, Dmitriev afirmou que o Brasil é um parceiro confiável e com um mercado importante e antecipou que novos acordos devem ser anunciados com o Peru e a Argentina. O executivo afirmou que os países devem buscar construir um portfólio próprio com mais de uma opção de vacina e defendeu que a tecnologia utilizada pelos russos esteja entre elas.

A vacina russa contra a covid-19 é chamada de Sputnik V e está em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. A vacina utiliza a tecnologia de vetor viral, em que outro tipo de vírus é modificado e utilizado para transportar informações genéticas do novo coronavírus. Também funcionam dessa forma as vacinas da AstraZeneca/Oxford, da Johnson & Johnson e da Cansino.

A Sputnik V, entretanto, é a única entre elas a usar dois tipos diferentes de adenovírus humano como vetores virais, um em cada uma das duas doses previstas. As demais vacinas desse tipo utilizam apenas um tipo de adenovírus, humano ou de chimpanzé, para carregar informações genéticas do novo coronavírus e desencadear a resposta imunológica do organismo.

Durante a entrevista coletiva, o pesquisador Denis Logunov explicou que a estratégia de usar dois adenovírus diferentes busca produzir uma imunidade mais duradoura. Logunov também afirmou que os testes clínicos na Rússia não precisaram ser interrompidos até o momento por qualquer ocorrência de efeitos adversos graves, e foram registrados apenas sintomas leves, como febre ou dor no local da aplicação.

Edição: Aline Leal
Por Vinícius Lisboa – repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro
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Diretor da PF defende investir em tecnologia contra crime organizado

Souza participou da abertura do 3° Simpósio Internacional de Segurança

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Foto: Marcos Corrêa/PR

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rolando Alexandre de Souza, disse hoje (19) que a modernização tecnológica da corporação é uma de suas prioridades à frente do órgão. De acordo com ele, a digitalização dos inquéritos policiais e a otimização dos sistemas e processos de investigação são necessários para o enfrentamento ao crime organizado – principalmente em um cenário em que, segundo ele, “os crimes virtuais tendem a aumentar”.

“Buscamos rapidez e profundidade nas investigações. Se eu acelero demais, posso não chegar a todos os membros da organização criminosa. Mas não adianta solucionar um crime três ou quatro anos depois da ocorrência do fato”, disse Souza ao participar da abertura do 3° Simpósio Internacional de Segurança, evento online coordenado pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), e que ocorre até esta quarta-feira (21).

“A investigação tem que ser rápida e profunda, abarcando a todos. E só existe uma forma de conseguir rapidez e profundidade: usando tecnologia; sistemas modernos de cruzamento de dados. Isso nos torna mais eficientes”, acrescentou o delegado-geral, ao comentar a necessidade da Polícia Federal desenvolver ou adquirir equipamentos e sistemas tecnológicos modernos.

Segundo Souza, mais de 70% dos inquéritos instaurados pela PF já estão digitalizados. “Esperamos chegar a 100% até o fim deste ano. No momento em que atingirmos isto, seremos a polícia mais digitalizada dos mundo. Nem o FBI [do inglês Departamento Federal de Investigação, dos Estados Unidos] está tão digitalizado”, afirmou o diretor-geral, comentando que estudos apontam um ganho de eficiência de até 50% nas investigações digitalizadas.

Souza também relatou como o acesso às modernas imagens de satélite contribuem para agilizar investigações, evitando deslocamentos desnecessários de equipes policiais. “Temos condições de desbaratar dezenas de crimes usando imagens de satélite para ilícitos ambientais, garimpo ilegal, corrupção. É possível ver tudo isto pelas imagens de satélites que recebemos todos os dias”, afirmou. Ele citou como exemplo, o acompanhamento a distância de obras públicas de infraestrutura.

“A construção de uma rodovia, por exemplo. O responsável pela obra já recebeu 70% do valor correspondente ao serviço, mas analisando as imagens de satélite, observamos que o trecho construído não corresponde à execução orçamentária”, disse. Segundo o diretor, um agente federal capacitado pode acompanhar a execução de um empreendimento contratado com dinheiro público.

De acordo com o corregedor-geral da PF, o delegado João Vianey Xavier Filho, a PF recebe, em média, cerca de 100 mil notícias crime anuais e instaura cerca de 50 mil inquéritos todos os anos. Para ele, a conclusão da implementação do Sistema de Gestão da Atividade de Polícia Judiciária (ePOL), que, desde 2016, vem permitindo a digitalização dos inquéritos policiais, é importante para garantir a celeridade e a eficiência das investigações, evitando “gargalos”.

“O ePOL é basicamente o projeto que busca tornar eletrônico nosso principal instrumento, que é o inquérito policial, que documenta todo nosso esforço de investigação. Não adiantaria nada termos tecnologias avançadas de interceptação telefônica, utilizar imagens satelitais e cruzamento autômato de vários bancos de dados se tivermos que documentar, em papel, todo este esforço investigativo”, disse Vianey,

“É muita informação para trabalharmos. Se não nos modernizarmos, seremos soterrados pelos problemas e pela quantidade de crimes que chegam a PF”, afirmou Rolando Souza. Se acordo com o diretor, neste ano o percentual de crimes resolvidos pela PF chegará aos 78%, o que, segundo ele, é um recorde. “Isso ocorre graças à modernização, mas ainda precisamos deixar a PF totalmente digital, nos preparando para o que está por vir, pois os crimes virtuais tendem a aumentar.”

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
Edição: Maria Claudia
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